sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Relatos Bimbólicos #2

Quanto ao meu pesadelo, posso afirmar que já tenho um hall de entrada decente. Em uma hora e de pano na mão, consegui dar-lhe um aspecto de lavadinho! As portas (igualmente carregadas de humidade que parecia aquele bolor que o pão ganha com o tempo) foram encharcadas com reparador. E está visto que depois de todas as divisões lavadas, vão ser alvo de novo tratamento. Só para fazerem uma ideia, a humidade que se fez sentir, e que parece que vai voltar com a descida da temperatura, foi tal que a porta da rua inchou tanto que temos dificuldade em abrir e fechar. Mais alguém vive um pesadelo parecido? Provavelmente muito boa gente vive o mesmo problema. O que estranho é que quando mencionei o meu problema à vizinha da cave, ela disse que não tem humidade nenhuma. Apesar de desconfiada, invejo a sua sorte, mas, lá está!, eu tenho uma vista maravilhosa (ahahahah, agora parecia o senhorio!).

Da época natalícia, tenho a comentar que foi passada com a família do S., e a bimby foi de enorme ajuda. O S. reconheceu que pela primeira vez não me viu stressada por ter montes de coisas para fazer. Enquanto ela cozinhava, eu ia lavando a loiça, e assim terminámos as tarefas a tempo, com tempo ainda para pintar o cabelo, despachar alguma estética facial e a maquilhagem. Em outros tempos teria sido o descalabro. Acontece que eu ainda me estou a habituar à minha ajudante, por isso, nem tudo correu às mil e uma maravilhas. Ora vejam: decidida a despachar algumas coisas no domingo, optei por preparar o arroz doce e a aletria. Enquanto a bimby fez o arroz doce, eu fiz um molotof que ofereci ao meu irmão. O problema deste conto de fadas na cozinha, é que em vez de leite na preparação do arroz doce, usei água. Um engano que se revelou fatal, pois quase ninguém lhe tocou. A minha mãe ainda me disse que na região do meu pai é assim que fazem, mas eu gosto mesmo é com leite. A aletria? Serei só eu a achar, ou a receita que vem no livro base tem um resultado muito líquido? Claro que vou voltar a experimentar, mas desta vez optarei por cortar em 100 gr de leite. Também preparei com a ajuda da bimby os sonhos e as azevias. Adorei a receita dos sonhos, não fosse eu tê-los deixado no óleo tempo a mais. "Poisé" ficaram para o escurinhos. Mas adorei vê-los crescer de forma tão bonita. Mais uma receita que é certo repetir! Quanto às azevias, improvisei e usei grão seco que vaporizei na bimby e que permitiu ter um recheio super saboroso. O problema? Claro que existe problema! O problema foi eu ter lembrado de usar a forma dos rissóis para lhes dar um formato bonitinho. O resultado? Parece que por muita força que eu tenha feito, o facto de abrirem aquando da fritura foi quase uma constante. Levei alguns doces, mas foi a risota total. Valeu o esforço! 

Como sobrou recheio das azevias, ontem fiz nova massa e, num serão muito agradável na companhia da mãe e da mana "mai" nova, fiz mais umas quantas que fizeram as nossas delícias, desta vez, sem a forma dos rissóis! 

E vocês? Também tiveram acidentes de percurso? :)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O meu desespero...

Quase de um dia para o outro fiquei com as paredes da casa carregadas de humidade. Uma humidade que cresce elevada a um exponencial gigantesco. Em desespero, lá voltei à net a ver se encontrava uma casa que me realizasse minimamente. Mas não. É impossível querer pagar pouco e ter uma coisa minimamente interessante. Sou realista e defino um valor máximo de renda que me permita cumprir sem falhas. Mas colocam cada coisa na net que é de bradar aos céus.

Até encontrar algo que me motive a suportar o peso de uma mudança, decidi lavar as paredes. Claro que a tarefa obrigou ao uso da lixívia, porque isto estava a dar cabo de mim, da minha paciência e da minha saúde pois as minhas alergias estavam ao rubro. Enfim. Foi lavar a casa de banho e desatar num pranto. Eu só pensava: "Eu não mereço isto".

Sábado consegui dar nova cara à casa de banho e ao quarto. Vivo num primeiro andar que equivale a um terceiro, mas mais parece que estou enfiada numa cave. Mas depois, tenho o senhorio a apitar aos ouvidos que vista melhor é impossível. Pois, se eu tivesse a oportunidade de gozar a vista. No ano que está prestes a terminar fui à praia uma vez sozinha. As outras vezes foi para andar a pé. Mas para isso também não preciso de ter a vista. Passo semanas sem olhar para o horizonte. Sei que só darei valor depois de não ter a vista. De qualquer modo, esta já fica guardada numa gavetinha do meu cérebro. Se tiver de a usar, usarei.

Falta a entrada, a cozinha e a sala. Ui, a sala. Até me dói o coração só de pensar nela.

Por isso, hoje, depois de sair do trabalho, não terei outro remédio senão o de agarrar no paninho e fazer-me  à vida. Detesto ter a casa suja e desarrumada e para mim, a humidade é o cúmulo da despreocupação. Quero entrar no 2013 com tudo limpo e arrumado. Claro que um dos meus objectivos para o novo ano é conseguir uma casa em condições. Uma que agrade à R. e ao S. (que consegue ser mais exigente que eu e que quase me leva à loucura...).

Continuo sem máquina fotográfica, mesmo assim, duvido que postaria fotos tão horríveis.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O concerto dos Resistência

foi F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O!
 
E, mais fantástico ainda porque, tendo chegado em cima da hora, e tendo comprado lugar para as bancadas, tive a sorte de, ao entrar, encontrar uma ex-colega de um anterior trabalho, que faz parte da equipa que acompanha as pessoas aos lugares. Onde fiquei? Na plateia!
 
Dancei, pulei, cantei, gritei e ... desafinei!
 
 
(Vídeo Youtube by Sandra Raposo)

Das fotos publicadas pela IOL, encontrei esta:



Obrigada São! :)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Relatos Bimbólicos #1

Estou sem a máquina fotográfica, não podendo por isso postar receitas. Tenho a receita das primeiríssimas empadas de galinha, por comentar. Foram preparadas na semana passada e, antes de fazerem 24 horas já estavam todas nas nossas barriguinhas. 

Na segunda, preparámos um frango estufado na Bimby, e na terça um caldo verde.

Assim que a tenha em meu poder, comento as receitas com as respectivas fotos. No entanto, suspeito que o caldo verde não terá foto. Lá terei de repetir a receita! :)

No outro dia pedi ao S. para preparar um chá, enquanto eu ia dar a última voltinha do dia com o Zeca. Quando cheguei, e porque o meu menino anda um ávido leitor, o chá estava por preparar. Eu: "Então! Não preparaste o chá?"; Ele: "Faz na bimby!"; Eu: "?!?@?!?!?@@@". Enfim. 

Quanto a lembranças de natal, ou de fim de ano, como eu prefiro chamar, decidi premiar todas as amigas que partilharam comigo o 2012 e foi tudo corrido a produtos Avon. Produtos que gosto e recomendo. Fiz pequenos packs contendo: 1 espuma de banho e 1 loção de corpo; ou, como no caso da I.: 1 base, 1 pó compacto, 1 loção de corpo e 1 creme de mãos.

Falta a família, que vai ser corrida a bombons e a biscoitos. Isto faz lembrar que tenho de ir ao IKEA comprar as cuvetes e as embalagens (ó pra mim toda contente!).


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Estarei a enlouquecer?


Quem mais se emociona (para não dizer: chora) a ouvir isto?


Quem diria que me rendiria às canções deste senhor? Ah e tal que isso é bimbalhice! É isso.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

My precious...


"Chigou" a minha prenda! Chegou ontem. E, depois da sopinha que a dona Isabel preparou, foi a minha vez de pôr a moça a trabalhar! :)

Mas, antes disso, tenho de relatar o porquê de ter decidido adquiri-la. Para começar, e como bem sabem, isto foi um namoro longo, de quase um ano. Inicialmente, não via grande  utilidade para mim pois achava que me safava bem na cozinha, e pensava que a máquina retiraria o gosto pela culinária. Entretanto, comecei a perceber que o gosto por preparar tudo em casa estava a retirar tempo para o lazer, até para o merecido descanso. Depois, foi o perceber que passar muitas horas seguidas de pé na cozinha, era tudo menos saudável. Por isso, lá me decidi por agendar uma demonstração. 

Antes de abrir a porta de casa à bimby, andei a ver vídeos no Youtube e fiquei super entusiasmada. Então não é, que num dos vídeos, o chef prepara o arroz de marisco usando apenas a bimby e sem ter de parar para lavar a panela? Pensei que além de não ter de mexer manualmente, o que nos prende sempre ao fogão, teria menos loiça para lavar.

Encantada com todos os vídeos, sem excepção, estava curiosa por vê-la ao vivo. Claro que fiquei ainda mais apaixonada e se estava decidida, convencida fiquei. A demonstração correu muito bem. Muita comidinha preparada em pouco tempo e muito pouca loiça por lavar. Adorei os aromas e sabores tão apurados. A limonada é uma maravilha. E o recheio de carne da lasanha? Que cheirinho a tomate. Maravilha.

No espaço de poucos dias, o negócio foi feito e a máquina entregue. A dona Isabel foi impecável. Entregou a máquina e fez uma sopa para que eu percebesse melhor o funcionamento e pudesse voltar a atestar o grau de eficiência da minha menina. Agora, não preciso deixar as leguminosas de molho!

A dona Isabel, a minha revendedora Bimby, explicou direitinho o funcionamento, alertando para a boa utilização e exemplificando os erros e dúvidas mais comuns. Adiantou ainda algumas sugestões quanto à preparação de determinadas receitas.

Para quem tenha interesse (e adianto que vale muito a pena!) é só pedir uma demonstração, ficam com a paparoca feita e a cozinha arrumada!

Deixo os dados da minha revendedora:
Nome: Isabel Almeida;
E-mail: isaal1968@gmail.com.

Eu aproveitei e fiz pão! A preparação não é novidade na minha cozinha, a novidade, foi eu a pavonear-me pela casa e a máquina a bater na massa! AhAhAh


Preparei um pão brioche, um pão saloio e um pão caseiro. Já sabem que aqui em casa, fazemos três pães de cada vez (há que poupar na electricidade) que depois de frios, cortamos em fatias e embalamos, congelando-os. Às vezes embalo num único saco, pois facilmente retiramos o que precisamos, outras vezes, principalmente se o espaço escasseia, embrulho em conjuntos de quatro a seis fatias.

Espero que tenham gostado! Eu, vou até à cozinha fazer umas experiências! 


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Porque é bom partilhar

Reportando a grande novidade, adianto que o investimento foi feito, só falta receber a minha "prenda" de natal! Assim que a tenha, não sei se acontecerá amanhã, ou domingo, ou terça (sendo a terça o dia mais provável), deixo uma foto para comprovarem o meu grau de insanidade!

Este mês tem sido uma canseira no que diz respeito a jantares com amigos, dentro e fora de casa, a visitas a familiares, a eventos surpresa como o de "Uma noite na casa de Amália" que adorei e voltava a ver. No próximo dia 19, vou ver estes meninos:



Nunca me passou pela cabeça que os veria juntos. Relativamente à música portuguesa, vi  um concerto dos Delfins, era eu finalista do 9º ano, e a autorização dos pais para assistir, foi como um prémio pelo esforço. Depois, e durante largos anos, música portuguesa para mim, resumia-se a Madredeus. Já agora, alguém sabe se a Teresa voltará a juntar-se para um ou outro concerto? Isso sim, seria a cereja no topo do bolo. Foi o grupo a que mais concertos assisti! Até fui ao concerto em que foram acompanhados pelo Flemish Radio Orchestra. Esta é uma das minhas músicas preferidas (tarefa difícil pois adoro quase todas):

Não sei viver sem música. Estou sempre a cantarolar, nem que sejam músicas parvas que dedico constantemente ao Zeca! :)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Um apelo...

Nem sei como juntar as letras, para organizar o que me vai na alma...

Ontem, fiquei com o meu coração esmagado. Assim, do nada, fui convidada por uma amiga para ir ver a peça "Uma noite na casa de Amália" do La Féria. Até aqui, nada de extraordinário. Foi, depois de ter o bilhete na mão, e depois de ter ido beber um café com o pai e a mãe, que foram igualmente presenteados, que fui confrontada com mais uma vantagem de trabalhar em casa. Quando trabalhamos em casa, ficamos protegidos das desgraças que povoam as ruas da cidade. Desgraças que mais não são do que histórias de vida. Umas, mais tristes que outras. 

Fomos abordados por uma rapariga. Provavelmente com a mesma idade que eu. Inicialmente não parecia, como dizer..., sem abrigo, não vale a pena esconder a verdade das palavras. Vestida com umas calças pretas e um blusão preto de napa. Cabelo curto e, olhando-a de perto, com marcas no corpo. Seriam mais tratos? Seria auto flagelação?

Disse ter fome e pediu-nos um prato de sopa e UM SORRISO. Percebia-se o tom de desespero no seu apelo. O meu pai, um pouco mais insensível, disse para continuar a andar, pois ela queria dinheiro. Eu, fiquei ali, petrificada, a olhar para ela e a pensar: "meu deus, o que devo fazer?". Ela percebeu que eu estava preocupada e pediu para eu ir com ela ao Celeiro, que ela comeria a sopa comigo. Eu perguntei-lhe: "Mas porque tem de ser no Celeiro? Isso fica aonde? (eu sei onde fica, mas o meu cérebro estava tão paralisado quanto o meu corpo) Porque é que não pode comer a sopa num destes restaurantes?". Ela respondeu que não podia comer alimentos com glúten (usou a expressão que começa com "c" e que costuma vir nas embalagens, e que não encontro em lado nenhum, nem na net...) e que tem cancro.

Eu senti-me esmagada no meu mundo. Ela só dizia, em direção ao meu pai, "Eu não sou nenhum monstro." e as lágrimas começaram-lhe a cair. Tirei as poucas moedas que tinha, do troco do café. Uns míseros 1,5€ e disse-lhe para tentar conseguir mais ao longo do caminho. Dei-lhe a garrafa de água que tinha acabado de comprar e que tinha aberto. Ela aceitou. Eu pedi-lhe desculpa, toquei-lhe no braço como que tentando confortá-la e dei-lhe UM SORRISO.

Durante a peça não pensei mais na rapariga, mas quando vinha no caminho para casa, e já em casa, ela não me saía da cabeça. Desabafei com o S. e falei sobre a dor que havia sentido. Só me vinham palavras à cabeça como a dignidade humana, como as histórias, as escolhas de vida, e suspeito que a percentagem de pessoas que se sujeitam livremente e que rejeitam uma mão amiga, deve ser mínima. A tristeza é tamanha que não cabe no meu peito. Já no quentinho da cama e num abraço apertado, continuavam a soar-me na cabeça as suas palavras e as lágrimas caiam e eu não as conseguia segurar, assim como agora não consigo.

Como é possível existir tanta miséria? Eu sei que as pessoas que estão sozinhas e que vivem em condições menos seguras e saudáveis, podem ter cometido muitos erros, podem ter tomado as decisões menos correctas que as levaram a esse fim. Mas, será que não merecem que lhes demos UM SORRISO?

Eu pensei que podia ser eu. Que não sei o dia de amanhã. Que não sei se aquela rapariga poderia ser minha filha. Tive a certeza que ela é filha de alguém, é neta de alguém, pode ser irmã de alguém, tia de alguém, e só pede uma sopa e UM SORRISO.

Este espaço é muito pequeno, e sinto-o como uma gota na totalidade dos oceanos, mas deixo um apelo. O meu apelo é para que quem ler este texto, lembrar-se de levar na mala uma sandes e uma garrafa de água, sempre que sair de casa. Alguém há-de precisar. E lembre-se, leve UM SORRISO.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Prestes a cometer uma loucura...

Estou a exactamente 29 horas de cometer uma loucura. Mas, não quero saber. Que se lixe a troika. Que se lixe tanta austeridade. Que os momentos de aperto passem a momentos de excelente aproveitamento, e um aproveitamento carregado de sabor. Esperem por amanhã, pois faço questão de partilhar com os amigos do blogue a notícia.

Aproveito para lembrar que este espacinho fez dois anos, por isso, a prenda que decidi dar a mim mesma, é muito merecida. Uma prenda que ando a namorar faz tempo, e que acredito vir em excelente altura. Ajudará, não só na gestão do orçamento familiar, mas também motivará a variar mais ainda as receitas a postar e, quem sabe, se com ela não virão muitas outras novidades.

Já estão a adivinhar?

A aletria do avô e o livro "Cozinha Tradicional Portuguesa"

Este mês é sempre de grande azáfama. É no trabalho, com toda a pressão que temos de fazer para conseguir que as coisas sejam resolvidas antes do final do ano. É em casa, com uma série de jantares, dentro e fora de casa. É com a família, pois temos de gerir interesses e motivações, o que nem sempre é fácil.

Mesmo assim, e quase à ultima da hora, participei no passatempo promovido pelo blogue da Luísa Alexandra, em parceria com a editora Babel. Foi uma semana complicada. O avô teve de ser submetido a uma pequena cirurgia e, como sempre, o reencontro com as tias, fez-me relembrar coisas. Muitas coisas. E senti-me triste. Muito triste. Por perceber como damos tão pouco valor às pessoas. Como nos interessamos tão pouco pelas histórias verdadeiras. Aquelas histórias que todos vivemos, umas mais dramáticas que outras. Num momento de inspiração e de muita nostalgia, escrevi este pequeno texto:

"Estou aflita. Aflita porque o tempo passa, o avô está a ficar mais velhinho, e eu, ainda não consegui a sua receita da aletria. O meu doce de Natal preferido. A conversa não passa do Benfica, e só no último fim de semana, depois de uma visita ao hospital onde foi submetido a uma pequena cirurgia, é que fiquei a saber que o avó tem uma irmã, e que a bisavó se chamava Laurinda, e que o bisavó não tem nome. A aletria do avô faz-me lembrar a árvore enfeitada com as luzes vermelhas, e verdes, e amarelas, que piscavam uma de cada vez, ficando eu a olhar por tempo indeterminado e a adivinhar a cor que ia piscar a seguir. A aletria do avô tem o nome da avó, tem o cheiro do 4º andar de Lisboa, tem a alegria do tio que eu adoraria que estivesse aqui hoje para me dar um abraço. A aletria do avô tem o riso dos manos a correr pelo corredor e a subir as escadas para o quarto da tia. A aletria do avô tem o sabor de uma vida longa e que se quer bonita e floreada. Adoro-te avô, e quero a receita!"

Claro que, assim que recebi o meu prémio, o livro "Cozinha Tradicional Portuguesa" da querida Maria de Lourdes Modesto, a receita escolhida não podia deixar de ser a aletria, que vem na página 33.



Ingredientes para 4 pessoas(bem gulosas!):
- 100 gr de aletria;
- 4 dl de leite;
- 150 gr de açúcar (reduzi em 20 gr mas, mesmo assim, ficou muito doce para o meu gosto);
- 50 gr de manteiga (não tinha, substitui por meia colher de sobremesa de azeite, não façam cara feia, porque ficou muito saboroso!);
- 3 gemas;
- casca de limão;
- canela.

Modo de preparação:
1/ Cozer a aletria em água durante 5 minutos e escorrer.
2/ Levar o leite e a casca do limão (deixei aquecer bem, antes de adicionar a massa). Adicionar a aletria e marcar 10 minutos (a sugestão do livro não menciona tempo de cozedura, dizendo apenas "deixa-se cozer"). (O açúcar, adicionei no final, como aprendi no Masterchef, aquando da Masterclass sobre a preparação do arroz doce.) Depois do açúcar, juntar a manteiga.
3/ Fora do lume, juntar as gemas previamente batidas. (Adicionei em fio e fui mexendo sempre).
4/ Levar de novo ao lume, para que as gemas cozam ligeiramente.
5/ Deixar arrefecer num pirex largo e servir polvilhada com canela.

Ainda não provei, porque sei que não tem o sabor da aletria do avô. Mas do que pude provar ao longo da preparação, posso adiantar que está aprovadíssima! :)

Num momento tipo oscares, deixo o meu agradecimento: "Agradeço à Luísa e à Babel pela oportunidade. Um especial beijinho para o avô, que sendo avô apenas de coração, é o meu único avô, que me acompanha desde que nasci e para quem, eu sei que sou mais uma filha!"

Espero que gostem! :)



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Dica de poupança

Ora aqui está uma dica de poupança, que aprendi com a minha mãe! 

Depois de fritar peixe, ou qualquer outra peça seja carne ou salgadinhos, use o coador. É certinho que ao comer, quase não se sente a gordura e poupamos no papel absorvente! 


Não fazer barulho! O Zeca está a dormir! :)


Espero que gostem! (Eu adorei!)



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tarte de cogumelos, bacon e espinafres

São muitas as receitas que tenho por partilhar. E outros quantos truques de poupança, que estão agendados para comentar. 

Ainda não me inscrevi para as aulas de natação, não apenas pela questão financeira, mas principalmente porque só de pensar sinto-me enjoada, como se o meu pânico tivesse aumentado. Não sinto confiança. Estou a gravar os episódio do Ginásio Gym que dá no canal A Bola entre as 09h30 e as 10h00. Conto tirar um bocadinho do dia de hoje para começar a aproveitar as gravações. Já tenho um tapete para o exercício, por isso, não tenho desculpas.

Esta receita, foi um misto de inspiração, a massa saiu do livro "Manual prático de Cozinha Vegetariana", pg 182, e o recheio foi um enorme improviso.

Ingredientes para a massa:
- 175 gr de farinha;
- 75 gr de manteiga;
- sal q.b.;
- água fria q.b.

Ingredientes para o recheio:
- 8 cogumelos brancos, frescos;
- 2 mãos cheias de espinafres frescos;
- bacon q.b.;
- 1 dente de alho;
- 1 cebola;
- 1 colher de sopa de manteiga;
- 3 ovos;
- 1 pacote de natas;
- sal e pimenta q.b.

Modo de preparação:
1/ Comece por preparar a massa, misturando na farinha uma pitada de sal e a manteiga, envolva com a ponta dos dedos. Vá juntando água até formar uma bola que se descole facilmente da bancada. Embrulhe em película aderente (ou use um saco) e leve ao frigorífico por 30 minutos.

2/ Prepare o recheio. Lave e lamine os cogumelos. Cozinhe-os na manteiga derretida, sem amontoar. Reserve. Prepare o refogado e junte o bacon. Acrescente os espinafres frescos, lavados e cortados. Deixe cozinhar por 3-5 minutos. Reserve. 

3/ Numa tigela, bata os ovos e acrescente as natas. Tempere com sal e pimenta.

4/ Pré-aqueça o forno a 180ºC. Forre uma tarteira de 23 cm com a massa que preparou. Com um garfo, pique o fundo da tarteira e leve ao forno por 10 minutos. Retire do forno e recheie, colocando os cogumelos, seguidamente o preparado do bacon e espinafres, terminando com a mistura dos ovos e natas.


5/ Leve ao forno por 30-40 minutos, ou até dourar.






Acompanhe com uma salada! Aqui, uma de alface com tomate e romã. 

Nota:
1/ Para soltar os gomos da romã, corte-a ao meio, e com as costas da colher de pau, bata na romã, soltando os gomos.

A avó ia adorar esta dica! É das poucas memórias que conservo de momentos que partilhámos, eu, ela e a tia P. a comermos romã à colherada. Lembro-me de ter pensado que aquilo era uma seca, apesar de adorarmos este fruto delicioso!


Espero que gostem!



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Mais uma tentativa de poupança

Excluindo as poupanças em que a instituição financeira retira o dinheiro da minha conta todos os meses, não consigo poupar um cêntimo... Situação que, para mim, é muito frustrante. A ideia de pagar à empregada não resultou. Não tinha paciência para tomar nota de todos os momentos em que limpava. Claro que podia ter simplificado, calculando três horas por semana para esta despesa.

Depois de ter visto em tantos blogues a ideia dos envelopes, e entendendo que não está muito longe da ideia de "pagar à empregada" (eu) e colocar num envelope, vou voltar a tentar explorar este método.

Para ter sucesso, seria necessário ter um cofre. Eu ficava com o cofre e o marido com a chave. (É muito provável que isso venha a acontecer!)

Ter poupanças é muito bom. Mesmo que sejam apenas 10,00€ por mês. Se não podermos comer bifes todos os dias, não comemos.

Com a entrega do IRS, tive de pagar uma importância acima dos 100,00€. Importância que faria toda a diferença no orçamento familiar, por isso optei por levantar uma das poupanças. Paguei às Finanças e ... comprei os bilhetes para ir a Paris. O preço não foi nada de extraordinário, mas se tivesse de retirar do vencimento, o que ficaria disponível não faria face às despesas mensais.

Estou em pulgas! Pela primeira vez vou andar de avião. Depois da viagem a Madrid, comentámos que seria engraçado visitar duas capitais europeias por ano. Já encontrei um curso de francês gratuito, para melhorar os parcos conhecimentos deste idioma. O engraçado é que não sinto grande dificuldade em reestudar francês. E começo a relembrar algumas coisas! A preparação da viagem fica para outro post, pois este limita-se a incentivar à poupança.

Voltando às poupanças, de momento criei envelopes de acordo com as minhas necessidades:

-> Poupança Renda de Casa: Retirar 50,00€ todos os meses, quando tiver reunido uma mensalidade, reforço uma das poupanças (a que tiver melhor taxa);

-> Poupança Pessoal: 20,00€ todos os meses, esta é para aproveitar os saldos (não contam os desta estação!);

-> Poupança Carro: 20,00€, e a usar apenas em 2014.

-> Poupança Outros: 10,00€, para o que der e vier.

Assim, se tiver alguma despesa inesperada e de extrema urgência, terei dinheiro disponível.

Boas poupanças! Et, bonne chance!